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Consultório - Alimentos em contramão


O refluxo gastroesofágico é o retorno do conteúdo do estômago para o esófago. Acontece por disfunção da válvula que separa os dois órgãos, a cárdia, que pode fazer subir à boca o conteúdo ácido do estômago. Os principais sintomas estão relacionados com o estômago e o esófago: azia (sensação de ardor, queimadura), regurgitação e dificuldades na deglutição, que pode ser dolorosa.

Há outros efeitos do refluxo, que se manifestam por despertares nocturnos com sensação de asfixia, tosse crónica e processos inflamatórios da laringe (rouquidão), da faringe (garganta irritada e dolorosa) e dos brônquios. O refluxo está associado a factores como a hérnia do hiato esofágico, obesidade, tabagismo e incorrecções alimentares que, se forem corrigidos, melhoram os sintomas.

Apesar de haver técnicas para o diagnóstico (endoscopia digestiva alta, radiografia contrastada do esófago, manometria esofágica e pHmetria-24 horas), tal nem sempre é fácil, obrigando por vezes a uma investigação complexa. O tratamento baseia-se em alterações de comportamento, medicamentos para diminuir a secreção ácida do estômago e, em alguns casos, cirurgia (quando existe hérnia do hiato esofágico).

Mudanças:

  • Elevar a cabeceira da cama (15cm)
  • Moderar a ingestão de alimentos que estimulam a produção de secreção ácida do estômago (alimentos gordos, citrinos, café, chá, bebidas alcoólicas, bebidas gasosas, chocolate e produtos à base de tomate)
  • Evitar refeições 'pesadas', sobretudo à noite - a última refeição do dia deve ser leve
  • Deitar-se duas horas e meia após a última refeição
  • Suspender o tabagismo
  • Em caso de excesso de peso, emagrecer

Artigo por Jaime Pina em revista Saúda


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