Podia ter sido descoberto mais cedo?

O cancro do pulmão pode crescer durante muito tempo sem dar qualquer sintoma ou sinal. Isto dificulta o seu diagnóstico em fases iniciais. Quando este tumor se torna visível na radiografia do tórax, já percorreu cerca de ¾ da sua evolução.


Quando aparecem sintomas, estes podem ser derivados do crescimento local do tumor, da invasão loco-regional (à volta do tumor), da metastização sistémica (à distância), do compromisso geral (degradação do doente), ou de síndromes paraneoplásicas (conjunto de manifestações clínicas que aparecem ao mesmo tempo que o tumor, desaparecem com o tratamento e reaparecem se há recidiva).


tosse é a manifestação inicial mais frequente. Nem sempre é valorizada porque pode ser causada por inúmeras outras doenças, e também porque habitualmente se trata de fumadores, que habitualmente têm esta queixa. A tosse deve ser valorizada sempre que persista muito tempo, ou quando se modifica.

hemoptise ou expectoração hemoptóica (hemorragia pela boca de sangue vivo acompanhada de tosse) é geralmente o sintoma que mais assusta o doente e o leva rapidamente ao médico. É mais frequente nos tumores centrais.

dor torácica significa que o tumor atinge a pleura (membrana que envolve o pulmão), a parede torácica ou o mediastino (espaço central entre os dois pulmões).Pode ser também causada por metástases nos ossos, tromboembolia pulmonar (trombos que tapam pequenas artérias impedindo o sangue de chegar a zonas do pulmão) ou pneumonias. É a queixa inicial em 25 a 50% dos casos, e geralmente não cede aos analgésicos.

Outros sintomas também comuns são a dispneia (falta de ar), a pieira, a rouquidão, e ainda sintomas que aparentemente não estão relacionados com os pulmões, como a disfagia (dificuldade em engolir), as dores ósseas, dores de cabeça, etc.


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