Conclusões do I Congresso


PRÉMIO DA FUNDAÇÃO PORTUGUESA DO PULMÃO 2010

Estão abertas as candidaturas a este Prémio, destinado a galardoar a iniciativa, acontecimento, evento, actividade social, estudo ou trabalho científico que, em 2009, mais tenha contribuído para a saúde respiratória dos portugueses.

Consulte o Regulamento

26/02/2010 - ANO INTERNACIONAL DO PULMÃO: DESAFIOS PARA PORTUGAL

Sendo 2010 o Ano do Pulmão e sendo a entega do seu prémio anual a primeira cerimónia pública da Fundação, esta divulgou um manifesto intitulado Desafios para Portugal , com o objectivo de consciencializar as autoridades, os cidadãos e a Sociedade Civil para a grave situação das doenças respiratórias em Portugal e para a necessidade de intervir no sentido de minimizar a sua incidência e os danos que causam.

De facto as doenças respiratórias atingem anualmente mais de 4 milhões de portugueses, mais de 30% da população sofre de doenças respiratórias crónicas, matam anualmente cerca de 15.000 portugueses, tem custos directos que ultrapassam os 600 milhões de euros anuais e são responsáveis por 4 milhões de dias de afastamento das actividades laborais e ou escolares.

Tendência a ter uma incidência crescente, não obstante serem em grande parte preveníveis, já que dependem muito de erros comportamentais, nomeadamente o fumo de tabaco e a poluição atmosférica provocada pelas actividades humanas, e ainda de erros na prevenção da doença, por exemplo através da vacinação contra a gripe e a pneumonia.

É pois urgente desenvolver políticas que permitam a equidade na acessibilidade a cuidados de saúde de qualidade, mas é igualmente necessário que essas políticas incidam fortemente em campanhas de promoção da saúde, prevenção, diagnóstico precoce e controle das doenças, para o que é necessário o envolvimento empenhados de toda a sociedade e de cada um dos elementos que a compõe, e não apenas das autoridades e dos médicos, enfermeiros e outros técnicos de saúde.

Veja aqui o manifesto: Ano Internacional do Pulmão: Desafios para Portugal

26/02/2010 - PRÉMIO ANUAL DA FUNDAÇÃO PORTUGUESA DO PULMÃO

No dia 26 de Fevereiro a Fundação Portuguesa do Pulmão atribuiu o seu Prémio anual à Associação RESPIRA, numa cerimónia pública que se realizou no Café santa Cruz, em Coimbra, a qual contou com a presença de numerosas personalidades, nomeadamente Deputados, Presidente da Câmara de Coimbra, representantes do Reitor da Universidade, das Ordens dos Médicos e Enfermeiros e Presidente da Sociedade Portuguesa de Pneumologia, entre muitos outros.

O prémio foi recebido pela Drª Luisa Soares Branco, presidente da Respira, associação de doentes insuficientes respiratórios crónicos, que muito se tem distinguido na defesa dos direitos e interesses dos doentes respiratórios, trabalho que a Fundação reconhece como exemplar, muito útil e meritório.

20/02/2010 - Reunião com os Coordenadores e representantes Distritais da Fundação

O Conselho de Administração da Fundação Portuguesa do Pulmão reuniu-se em Lisboa com os Coordenadores e representantes Distritais da Fundação com os objectivos de os informar das actividades já realizadas e programadas, da implantação que a Fundação vai tendo e das dificuldades que se perspectivam.

Um segundo objectivo foi a troca de informações com as Delegações Distritais, consideradas como peça essencial á implantação nacional da Fundação e com relevante papel na conscencialização das populações e autoridades locais para relevância das doenças respiratórias.

As Delegações Distritais deverão criar núcleos locais de colaboradores, empenhados em concretizar os objectivos da Fundação. Será importante que esses colaboradores integrem a futura Liga de Amigos da Fundação,como forma de fortalecer os laços entre os diversos núcleos. As Delegações Distritais poderão ainda propor nomes, de entre os seus membros que considerem deverem integrar o Conselho Geral da Fundação.

Reconhece-se às Delegações Distritais autonomia para concretizarem iniciativas locais, que se integrem nos objectivos da Fundação, devendo delas ser dado conhecimento ao Conselho Administração, que as avalizará como iniciativas da Fundação.

As Delegações Distritais são incentivadas a intervirem regularmente nos orgãos locais de imprensa e rádio, estando já concretizados diversos protocolos.

É incentivada a participação das Delegações Distritais na web página da Fundação,através do envio de notícias ou da abordagem de temas que considerem relevantes.

O Conselho de Administração agradeceu a empenhada colaboração que tem encontrado por parte das Delegações da Fundação na concretização das actividades, já programadas, nomeadamente Prémio Anual da Fundação (Coimbra), Figura do Ano (Porto), Dia Mundial da Saúde (Vila Nova de Gaia), Semanas no Espaço Saúde em Diálogo (Faro) e nas Semanas da Saúde (Setúbal, Santarém, Coimbra, Castelo Branco, Vila Real e Gaia/Espinho).

29/01/2010 - PLANO NACIONAL DE SAÚDE 2011-2016 - Contributo para o debate

A propósito do Plano Nacional de Saúde 2011-2016, em fase de preparação pelo Alto Comissariado da Saúde, a Fundação Portuguesa do Pulmão, elaborou um documento de consenso, aprovado em Conselho de Administração, com o parecer favorável do Conselho Científico, que esperamos contribua para que ás doenças respiratórias seja possível dar a resposta necessária, nos campos da prevenção da doenças e acompanhamento dos doentes.

Este documento é também assumido pela Sociedade Portuguesa de Pneumologia pela a Associação Respira.

Entregue no Alto Comissariado da Saúde em 25 de Janeiro de 2010.

Veja aqui o documento: Plano Nacional de Saúde 2011-2016 - Contributo para o debate

25/01/2010 - Requisitos para a prestação de cuidados em Oncologia
Posição da Fundação Portuguesa do pulmão

Desde há mais de duas décadas que, sob a orientação de vários pneumologistas com experiência e formação reconhecida nesta área, funcionam sectores dedicados ao diagnóstico e tratamento do Cancro do Pulmão. Inicialmente nos principais hospitais centrais e posteriormente em muitos dos hospitais distritais estes sectores integraram progressivamente especialistas recém formados em várias áreas conferindo-lhe um âmbito multidisciplinar, objectivo máximo para o bom planeamento e execução de qualquer tratamento oncológico. Desde o início procurámos garantir a integralidade do tratamento do doente com cancro do pulmão.

Foram as equipes, lideradas pela pneumologia, que do norte ao sul, do interior ao litoral, asseguram a continuidade dos cuidados, estabelecidos em protocolos de diagnóstico e terapêutica. A Pneumologia possui uma rede muito completa de Especialistas de Pneumologia, que com vantagem dão ampla resposta e cobertura e estas situações. A Pneumologia tem no seu programa de formação um período exclusivamente dedicado à aquisição de saber em Pneumologia Oncológica. Múltiplos centros de Pneumologia, colaboram na formação em Oncologia Torácica de internos de outras especialidades nomeadamente a Oncologia Médica.

Sempre entendemos que a multidisciplinaridade significa complementaridade e trabalho de equipa, não devendo em qualquer circunstância ser encarada como sobreposição de competências e actos médicos. A multidisciplinaridade pressupõe discussão conjunta com respeito mútuo e não exclusões e interdições abusivas de um grupo sobre outro. Nenhum interveniente no processo de diagnóstico ou tratamento deve tomar decisões em áreas para as quais não possuem competência adequada.

O Cancro do Pulmão é um tumor de alta incidência e mortalidade (segunda causa de morte por doença oncológica no sexo masculino e quarta causa de morte por doença oncológica no sexo feminino). Requer elevada experiência que se estende do diagnóstico aos cuidados paliativos passando pelo estadiamento e terapêutica. Esta equipe multidisciplinar, deve ser liderada pela Pneumologia, pois sem prejudicar a interdisciplinaridade, as principais atitudes e técnicas são da exclusiva competência e saber da pneumologia como as técnicas de diagnóstico, às técnicas terapêuticas endobrônquicas quer com intenção curativa ou paliativa, à abordagem pleural recidivante, às complicações da terapêutica, às urgências como as hemoptises ou obstrução brônquica.

A pneumologia desempenha um papel charneira no acompanhamento de todo o percurso do doente com cancro do pulmão. Pensar que a oncologia pulmonar pode ser realizada sem a colaboração da pneumologia é um erro de graves consequências para o doente.

Também ao nível da formação e investigação, sempre que possível de forma interdisciplinar, a pneumologia têm dado um enorme contributo para o avanço científico nesta área conforme se prova pelas múltiplas publicações nacionais e internacionais, pela sua participação na elaboração das normas e protocolos de actuação diagnostica e terapêutica, pela colaboração em múltiplos ensaios clínicos da iniciativa da indústria ou da iniciativa de grupos cooperativos.

Junto com outras especialidades, em multidisciplinaridade, a pneumologia têm um papel obrigatório que deve continuar a desempenhar e do qual nenhum pneumologista se deve demitir. Se o fizer incorre em má prática médica perante o doente com cancro do pulmão. Se as autoridades o demitirem e proibiram de continuar a fazer demonstram o mais profundo desconhecimento e desprezo pelas boas práticas na abordagem do doente com cancro do pulmão.

Fernando Barata
Sociedade Portuguesa de Pneumologia
Fundação Portuguesa do Pulmão

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