Tuberculose
Teles de Araújo responde às dúvidas mais frequentes sobre Ambiente e Qualidade do Ar Interior
Testemunho na primeira pessoa da vivencia do Cancro do Pulmão
Marta Drummond responde às dúvidas mais frequentes sobre Apneia Obstrutiva do Sono RELATÓRIO ONDR 2011 CAMPANHA ÁRVORE AZUL
Baseia-se na solidariedade individual e colectiva e tem como objectivos desenvolver actividades e angariar os fundos necessários ao apoio aos doentes respiratórios crónicos, em todas as suas vertentes. Adira já inscrevendo-se na: Montepio Geral conta com o NIB 0036.0083.9910003613295 Iº CONGRESSO - O ESTADO DA SAÚDE EM PORTUGAL Iº FORUM AMBIENTE E SAÚDE RESPIRATÓRIA
EPULMÃO - Segundo número da Newsletter em formato electrónico da FPP
Protocolo entre a Fundação Portuguesa do Pulmão e a CIMPOR - Indústria de Cimentos, SA
Este protocolo tem por objectivo apoiar a recuperação do edifício da Sede Regional de Coimbra da FPP, possibilitando a concretização do Projeto Gemini. Faz ainda parte do protocolo o compromisso de Fundação elaborar um estudo sobre a população do Centro Fabril de Souselas, na área das doenças respiratórias.
Cancro do Pulmão - Os riscos do fumo passivo
O cancro do pulmão é o cancro mais frequente no mundo. A sua incidência aumenta a um ritmo de 0.5% por ano. Em Portugal, ocupa o 4º lugar em termos de incidência e o 2º lugar em mortalidade. Estima-se que surjam em Portugal mais de 3000 novos casos/ano. "Pensa-se que o aparecimento do cancro do pulmão esteja ligado a factores exógenos (exteriores ao indivíduo) como o fumo do tabaco e as radiações, e a factores endógenos (próprios do indivíduo), como por exemplo, a predisposição genética. Quando um indivíduo susceptível é posto em contacto com um agente carcinogénico, após um período de latência mais ou menos longo, as suas células vão sofrer alterações que levam ao aparecimento do cancro do pulmão", esclarece o pneumologista Fernando Barata. Sabe-se que a principal causa do cancro do pulmão é o tabaco e as percentagens elevadas comprovam que há que evitar o seu consumo. 85 a 90% dos casos surgem em fumadores até porque o fumo do tabaco possui perto de 5.000 substâncias, e destas pelo menos 50 são carcinogéneos (substâncias capazes de provocar o cancro). "Mais tarde descobriu-se que um dos componentes do fumo do tabaco, a nicotina, era uma droga que provocava dependência, passando a perceber-se a dificuldade que muitos fumadores têm em parar de fumar. Quanto mais se fuma, maior é o risco de desenvolver esta doença", alerta Fernando Barata. Nunca é tarde para parar de fumar, mesmo em doentes com cancro do pulmão, pois consegue-se assim diminuir queixas como a tosse e a falta de ar, e prevenir o aparecimento de outras doenças como a bronquite, os enfartes e outros cancros. Já reparou nas vantagens de deixar de fumar? Além de todas as referidas, a sua carteira também agradecerá pois o custo de cada maço de tabaco pode ser utilizado noutros fins bem mais agradáveis. Imagine quanto poupará por maço de tabaco e o que poderá fazer com o valor total... Provavelmente poderá passar um agradável fim-de-semana em família, praticando actividades ao ar livre e descansando do stress do dia-a-dia. "Embora o fumo do tabaco seja a maior causa de cancro do pulmão, outros factores externos podem estar envolvidos, como a poluição atmosférica (produtos de combustão dos veículos a motor, emissão de gases de máquinas industriais, cozinhas e lareiras), a radiação (mineiros em minas de urânio), a exposição ao amianto (substância utilizada durante muito tempo para isolamento térmico", adianta o pneumologista Fernando Barata. Outros estudos mostram ainda que existem doenças respiratórias que podem aumentar o risco de cancro do pulmão, como a tuberculose, a silicose, a fibrose pulmonar e todas as doenças que condicionem processos cicatrizantes. De passivo não tem nada... Apesar de os não fumadores estarem aparentemente mais protegidos, há que ter certos cuidados pois o fumo passivo constitui uma das causas conhecidas de cancro do pulmão. Por isso, se não fuma, não permita que fumem perto de si para que não tenha de inalar as tais substâncias inerentes a cada cigarro. A sua saúde agradece! Apesar de ainda existirem estudos contraditórios e alguns deles inconclusivos no que respeita a esta ligação directa, na verdade, segundo a organização internacional "Tobacco for free", não há um nível seguro de exposição ao fumo passivo. Esta, aliás, causa morte, doenças e invalidez entre adultos não fumadores e crianças. Segundo a mesma entidade, "os adultos expostos ao fumo passivo no local de trabalho têm um maior risco de desenvolver problemas de saúde relacionados com o tabaco do que os adultos que trabalham em ambientes livres de fumo." As mulheres e crianças são desproporcionalmente prejudicadas pelo fumo passivo, em função da maior exposição em relação aos fumadores do sexo masculino. A Agência Internacional de Pesquisa sobre o Cancro da Organização Mundial da Saúde classifica o fumo passivo como um carcinogénico. Por último, segundo um estudo de âmbito nacional apresentado recentemente por uma equipa de investigadores do Instituto de Medicina Preventiva de Lisboa, "existem trabalhadores não fumadores que apresentam níveis de intoxicação por monóxido de carbono (CO) acima de 6 ppm (ponto de corte habitual para distinguir fumadores de não fumadores), significando isto que se confirma, para estes trabalhadores e por meio de testes biológicos, um nível de intoxicação ocupacional por CO, equivalente ao que se verifica em indivíduos fumadores". Pelo apresentado, proteja-se o mais possível. Se fuma, deixe de fumar. Se não fuma, evite ambientes com fumo ou não permita que o vício dos outros prejudique gravemente a sua saúde. E jamais pense que por não fumar está imune às patologias respiratórias, cancro do pulmão incluído. Esse é um mito que deverá ser abolido! Cláudia Pinto Gostaria de esclarecer alguma dúvida sobre o cancro do pulmão? Aceda aqui 16 e 17 de Fevereiro - rastreio respiratório no Laboratório Nacional de Engenharia Civil No dia 16 e 17 de Fevereiro, a Fundação Portuguesa do Pulmão organizou um rastreio respiratório no Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC). O rastreio, que decorreu com o apoio dos serviços clínicos da referida instituição, da Boehringer-Ingelheim e da União Humanitária dos Doentes com Cancro - parceiros da Fundação, foi constituído pelas seguintes componentes: inquérito respiratório, exame espirométrico, doseamento do CO e aconselhamento médico. Foram rastreadas 123 pessoas, sendo os dados posteriormente submetidos a tratamento estatístico e os resultados fornecidos aos serviços clínicos do LNEC.
Relatório da OMS - ENVIRONMENTAL BURDEN OF DISEASE: COUNTRY PROFILES
A OMS disponibilizou recentemente dados sobre o perfil dos diversos países no que diz respeito ao impacto da qualidade do ar e outros factores ambientais de risco para a saúde das populações. São factores potencialmente corrigíveis permitindo a prevenção de muitas doenças e impondo a tomada de decisões políticas com vista à implementação de boas praticas em termos da saúde pública. A Qualidade do Ar que respiramos no Ambiente Exterior tem sido um preocupação constante da Fundação Portuguesa do Pulmão e, por isso, vemos com grande interesse a saída deste Relatório, que nos permite comparar o que se passa em Portugal com os restantes países, nomeadamente com os que estão na nossa Região e estádio de desenvolvimento. Iremos ao longo dos próximos dias analisar com destaque os dados agora disponíveis e salientar outros elementos que temos recolhido e disponibilizado nos Relatórios do Observatório Nacional das Doenças Respiratórias. Dos factores ambientais estudados o único que se relaciona com as doenças respiratórias é a Qualidade do Ar Ambiente. É sabido que temos com alguma frequência dias em que há excedência dos limiares do ozono troposférico, com influência conhecida no desencadear de sintomas respiratórios, sobretudo em asmáticos Também o valor médio das partículas em suspensão no ar (referido no Relatório ser de 27 microgramas/m3) é relativamente elevado, sabido que é que elas são um dos agentes causais da DPOC e do Cancro do Pulmão. Poderá ser esta uma das razões pelas quais vamos encontrando incidências crescentes da DPOC e Cancro do Pulmão em não fumadores? A existência referida no Relatório de 16.700 óbitos por ano (cerca de 16% da totalidade dos óbitos) por causas ambientais, potencialmente preveniveis obriga-nos a pensar na necessidade imperiosa da implementação de medidas que minorem a situação. Em relação ao número de anos de vida perdidos ajustados por incapacidade por doenças respiratórias, atribuíveis a factores ambientais o Relatório aponta para valores de 0,6/1000 h. por infecções respiratórias, 0,8%/1000 h. por Cancro do Pulmão, O,5%1000 h. por DPOC e 0,7/1000 por Asma. Tal perfaz um valor aproximado de 26.000 DALYS perdidos por ano. Vale a pena tentar corrigir a qualidade do ar que respiramos. Uma nota final: os dados baseiam-se nos números fornecidos por Portugal e nas Estatísticas de Saúde da OMS de 2004. Tem havido progressos na qualidade do Ar em Portugal (Relatórios do ONDR), pelo que poderemos estar já um pouco melhores do que aquilo que aqui se refere. Voltarei ao tema em breve,
Combater o cancro do pulmão
Continua a ser uma patologia a que se deve ter atenção. A prevenção é essencial. Não começar a fumar também. Ou em alternativa, deixar de fumar pois tal atitude representa anos de vida. Por outro lado, além do diagnóstico precoce, hoje em dia, os doentes contam com verdadeiras armas terapêuticas que permitem mais e melhor qualidade de vida. Entrevistámos o Dr. Fernando Barata, pneumologista e membro do Conselho de Administração da Fundação Portuguesa do Pulmão que nos diz que "o tempo é de esperança". Quais as formas de prevenção do cancro do pulmão? A neoplasia do pulmão é a principal causa de morte por cancro no mundo. É responsável por mais mortes que os carcinomas colo-rectal, próstata, ovário e mama combinados. A sua incidência aumenta com a idade, variando desde os 8 casos/100 000 habitantes abaixo dos 44 anos até aos 62/100 000 acima dos 70 anos. Em Portugal, a incidência ronda os 26/100 000 habitantes. O número de novos casos aumenta vertiginosamente todos os anos, paralelamente ao aumento do consumo de tabaco, aos níveis de poluição ambiental e ao envelhecimento populacional. No início do século XX era uma doença raríssima e hoje é um dos tumores mais frequentes e mortífero. Perante este panorama, parece sensato apostar na prevenção (diminuindo a exposição aos factores de risco conhecidos) e na detecção precoce da doença. Todos devemos estar em alerta permanente para detectar, tão precocemente quanto possível sinais ou sintomas relacionados com esta patologia. Esta é uma doença sintomática? Quais os principais sinais de alerta? Numa percentagem significativa de casos o cancro do pulmão é clinicamente silencioso. Estima-se que 25% dos doentes com cancro do pulmão não têm quaisquer sintomas na altura do diagnóstico. Muitas vezes trata-se de um achado incidental numa radiografia torácica de rotina, por exemplo para avaliação pré-operatória de outra patologia ou por obrigatoriedade laboral. Uma alteração radiológica passível de ser cancro do pulmão em doente assintomático pode ser uma janela de oportunidade para uma abordagem curativa. Cerca de 75% dos nossos doentes com cancro têm sintomas, muitas vezes em agravamento progressivo, mas também muitas vezes não valorizados pelo doente que os atribui aos seus hábitos tabágicos, à sua profissão, a "uma gripe mal curada". Qual a importância dos sintomas para um diagnóstico precoce? A tosse é o sintoma mais comum. Pode ser causada pela localização frequentemente central do tumor, pela pneumonia pós-obstrutiva, pela compressão da árvore traqueobrônquica entre outras causas. A alteração do padrão da tosse no doente com bronquite crónica ou enfisema deve ser investigado. A expectoração é comum muitas vezes acompanhando a tosse e com características variáveis inespecíficas como mucosa, muco-purulenta ou hemoptoica. A dispneia surge habitualmente associada aos sintomas anteriores. A dor torácica pode ser inespecífica, traduzida como um desconforto, intermitente e difusa ou de tipo pleurítica, aguda, localizada, aumentando com a inspiração profunda e traduzindo a afectação selectiva pleural ou costal. A hemoptise de médio volume é rara, manifestando o doente muitas vezes expectoração hemoptoica (expectoração raiada de sangue ou com uns fios de sangue) que persiste há vários dias ou semanas. Quem está efectivamente em risco de contrair esta doença? Indivíduo fumador, com mais de 40 anos, por vezes com clínica de Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica e expectoração hemoptóica deve ser avaliado clínica e imagiologicamente por suspeita de cancro do pulmão. Uma vez diagnosticada a tempo, esta doença pode ser curável? As principais armas terapêuticas no tratamento do cancro do pulmão são a cirurgia, a radioterapia, a quimioterapia e as novas terapêuticas biológicas. Qualquer destas associadas entre si constituem as melhores terapêutica de suporte. Apesar dos avanços significativos alcançados nas últimas décadas, a sobrevivência dos doentes com cancro do pulmão continua pobre aos 5 anos, reflexo do estádio avançado em que geralmente diagnosticamos a doença e da dificuldade que temos em controlar o processo de disseminação metastática. Para aqueles doentes em que o diagnóstico ocorre numa fase precoce, as múltiplas terapêuticas têm conduzido a taxas de sobrevivência de mais de 70% aos 5 anos. Para aqueles que chegam até nós numa fase avançada, de doença disseminada ou metastizada, as modernas terapêuticas trouxeram o dobro da sobrevivência com qualidade de vida. Hoje, cada vez mais, a evolução faz-se no sentido, por um lado, da terapêutica personalizada - não há doentes iguais nem terapêuticas iguais - e por outro lado, pela decisão interdisciplinar integrada, incluindo na equipa as diversas especialidades que diagnosticam e tratam cancro do pulmão - patologia, pneumologia, cirurgia torácica, oncologia, radioterapia, imagiologia - entre outras. A multidisciplinaridade significa complementaridade e trabalho de equipa, não devendo em qualquer circunstância ser encarada como sobreposição de competências e actos médicos. A multidisciplinaridade pressupõe uma discussão conjunta com respeito mútuo e não exclusões e interdições abusivas de um grupo sobre outro. Estamos num tempo de esperança. Dia a dia surgem novas moléculas que isoladas ou associadas à terapêutica clássica têm conduzido a mais vida e com maior qualidade. Cada vez estamos a conseguir levar o nosso doente mais longe. O tabaco continua a ser o maior factor de risco do cancro do pulmão? O fumo do cigarro é um aerossol complexo contendo dezenas de substâncias irritantes, oxidantes, radicais livres e mais de 400 substâncias potencialmente cancerígenas entre elas, alcatrão, benzina e hidrocarbonetos aromáticos policíclicos. O fumo inalado, produzido a mais de 950º C, depende do modo como se transforma a folha de tabaco, os aditivos do papel, a passagem pelo filtro. Retardar o início dos hábitos tabágicos tem um impacto positivo, quer na incidência do cancro do pulmão, quer no êxito da posterior cessação tabágica. Para os que iniciam o vício muito precocemente, ainda na adolescência, o efeito é terrível, quer no imediato intervindo na maturação pulmonar que ainda se verifica nesta fase da vida, quer aumentando imenso o risco ao longo da vida. O fumador beneficia em qualquer idade ou ocasião de deixar de fumar. A probabilidade de cancro do pulmão no ex-fumador diminui progressivamente comparado com o fumador activo. Quanto maior o período de abstinência menor o risco de contrair a doença. Contudo, mesmo para períodos de abstinência de mais de 40 anos, o risco de cancro do pulmão no ex-fumador é sempre superior ao do não-fumador. Estão hoje definidas um conjunto de medidas a implementar a nível educativo (não permitir na escola ou à sua volta: publicitar, fumar, vender e comprar tabaco; integrar nos planos curriculares a abordagem à prevenção do consumo de tabaco; formação de professores na área do tabagismo) e a nível ambiental (promover o direito a respirar ar livre de tabaco; vigilância e monitorização da qualidade de ar interior; informação sobre tabaco e acidentes laborais, domésticos ou florestais). Existem ainda medidas ao nível da saúde (formação de profissionais para tratar e prevenir o consumo de tabaco; garantir de forma rápida acesso a consultas de desabituação tabágica; promoção de espaços livres sem tabaco) de modo a garantir um melhor país sem tabaco. Em 2005, o consumo de tabaco foi responsável em Portugal globalmente pela perda de 146 mil anos de vida, pelo gasto de 126 milhões de euros em internamentos hospitalares e se todos miraculosamente deixassem de fumar teríamos anualmente menos 6200 mortes e menos 51 mil anos de vida perdidos ajustados pela incapacidade. Cláudia Pinto Gostaria de esclarecer alguma dúvida sobre o cancro do pulmão? Aceda aqui
As crianças asmáticas podem e devem praticar exercício físico
Para o Dr. Mário Morais de Almeida, imunoalergologista, "os asmáticos, correctamente diagnosticados e acompanhados, não devem ter medo do tratamento, pois é a asma que cronicamente, dia após dia, ano após ano, década após década, lhe perturba a qualidade de vida, por não estar controlada. E falta de controlo significa passar mal durante o dia e/ou dormir mal, não ter uma actividade física normal, necessitar de muita medicação de alívio e, ainda mais preocupante, ter crises de falta de ar." Um estudo desenvolvido pela Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP), em colaboração com a Faculdade do Desporto da Universidade do Porto (FADEUP) e o Hospital de São João, publicado recentemente no European Respiratory Journal, veio demonstrar que "a actividade física regular e moderada tem benefícios para a criança alérgica e com asma". Alguns desportos implicam mais riscos que outros, como por exemplo, todos aqueles que implicam demasiado esforço. "Entre as actividades desportivas, são consideradas como mais asmogénicas, por exemplo, a corrida de fundo, o ciclismo, o futebol, o basquetebol e o rugby, e as modalidades praticadas em ambiente frio e seco como vários desportos de Inverno, particularmente o esqui alpino e a patinagem no gelo", indica Mário Morais de Almeida. Pelo contrário, a prática de natação ou o ténis é aconselhada em crianças asmáticas. A natação costuma ser bem tolerada ainda que se deva evitar piscinas com muito cloro. Alguns médicos defendem até que a prática de natação melhora significativamente os sintomas da asma. "A asma de esforço representa uma importante limitação na qualidade de vida do doente asmático. Para a criança representa provavelmente o maior impacto negativo da sua doença crónica, nomeadamente em termos psicológicos e sociais, condicionando limitações na actividade escolar e recreativa, sobretudo no relacionamento com os seus pares", explica Mário Morais de Almeida. É fundamental ser acompanhado pelo médico assistente e seguir as suas recomendações. "Importa escolher o melhor controlo possível da asma. E isso é possível e pode resolver e ultrapassar o problema", adianta o imunoalergologista. Se ainda tem dúvidas, saiba que as crianças e jovens asmáticos não só podem como devem praticar desporto. Proteger demasiado, colocar as crianças numa "redoma" e evitar que pratiquem exercício físico ou qualquer tipo de desporto essencial ao seu natural crescimento pode ser uma atitude contraproducente e que deverá evitar. A prática de exercício físico, além de melhorar a auto-estima e auto-confiança, assegura ainda o bem-estar físico e psicológico. No entanto, as crianças e os jovens devem evitar exercitar-se quando estão em crise ou com sintomas associados à doença. Os professores de Educação Física ou os treinadores desempenham um papel fundamental no acompanhamento do doente asmático. Assim, será mais fácil adequar a prática desportiva a algum imprevisto da doença ou aos condicionantes de qualquer crise asmática que surja sem pré-aviso. Os pais devem falar com os professores de Educação Física dos filhos de forma a programarem a prática de exercício dos filhos asmáticos. Em caso de crise, é fundamental que os professores tenham conhecimento da forma como se administra a medicação numa criança asmática, se surgir uma crise, de forma a saberem como actuar. Informe-se com o médico assistente do seu filho, aconselhe-se, partilhe informações na escola e fique tranquilo. O seu filho sentir-se-á um menino mais feliz, poderá praticar o exercício que mais gostar, aumentará o seu bem-estar e poderá partilhar com os amiguinhos os prazeres da prática desportiva. Cláudia Pinto Tem dúvidas sobre a asma? Aceda ao consultório da asma
Sede Regional da Fundação Portuguesa do Pulmão em Coimbra
Estamos certos de que esta Sede virá a potenciar as actividades da Fundação nesta zona do país e se afirmará como um importante baluarte na defesa da saúde respiratória dos portugueses, e de repositório da memória da Medicina Respiratória Portuguesa
Cancro do Pulmão - Diagnóstico precoce pode salvar vidas
Qual a importância do diagnóstico precoce do cancro do pulmão? O problema dos cancros e em especial do cancro do pulmão é que o diagnóstico é feito só quando aparecem os sintomas e normalmente, havendo sintomatologia associada no cancro do pulmão, este já estará em fase avançada, de mais difícil tratamento. O diagnóstico precoce deve ser feito em pessoas de alto, médio ou baixo risco. As pessoas de alto risco são as que se incluem nos grupos de grandes fumadores, isto é que fumam mais do que 30 unidades/maço/ano (número de cigarros fumados em média por dia, vezes o número de anos de fumador, a dividir por 20) e que fumam pelo menos há 15 anos e têm uma idade entre os 50 e os 64 anos. Depois, temos os fumadores de médio risco que se caracterizam por uma menor carga tabágica, a partir dos 50 anos, e que têm associado outros factores de risco. Incluem-se aqui os mineiros, pessoas com Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica bem como os fumadores passivos. Por fim, temos os fumadores de baixo risco que também fumam 15 a 20 unidades/maço/ano mas que não têm associados outros factores de risco. Quem deve realmente submeter-se a este diagnóstico precoce? Segundo a Organização Internacional para o Cancro do Pulmão, quem deve seguir um programa de diagnóstico precoce do cancro do pulmão são apenas os grupos de alto risco. Esta ideia baseia-se num estudo publicado recentemente no New England, em Outubro do ano passado, com 53 mil doentes onde se chegou à conclusão que este diagnóstico precoce diminui a mortalidade em 20%. Foi esse resultado que passou a justificar cientificamente a validade do diagnóstico precoce. Na minha opinião, os doentes de baixo e médio risco também devem realizar este diagnóstico precoce se assim o entenderem em devida articulação com o médico de família ou e/ou com o médico pneumologista. Ultimamente, tem aumentado o número de casos de doentes que não têm qualquer factor de risco, nomeadamente não fumadores que surgem com cancro do pulmão. Nesta base, eu diria que as pessoas com alto risco têm indicação absoluta para realizar o diagnóstico precoce e as pessoas com médio, baixo risco, também devem submeter-se ao mesmo bem como qualquer pessoa que tenha essa vontade. Como é realizado o diagnóstico precoce? É realizado através da Tomografia Axial Computorizada do Tórax de baixa densidade porque implica menos radiação e é normalmente suficiente para fazer o diagnóstico precoce. Nos casos de alto risco em que o resultado deu negativo, deve ser repetido um ano depois. Nas pessoas em que o resultado sugere nódulos duvidosos, abaixo de 4 mm, há quem sugira um ano mas eu recomendo a repetição de seis em seis meses. Para os doentes de baixo risco ou sem qualquer risco, a periodicidade deve ser definida pelo médico assistente ou pelo pneumologista que prescreva o exame. Qual o peso deste cancro em Portugal comparativamente com outros países? O cancro com maior incidência e com maior mortalidade em todo o mundo é o do pulmão. Nos países ocidentais e industrializados, ainda não é o cancro com maior incidência mas sim com maior mortalidade, tanto em homens como em mulheres. Em Portugal, como se trata de um país ocidental mas pouco industrializado e como as mulheres começaram a fumar mais tarde do que no resto da Europa mais desenvolvida, o cancro com maior mortalidade nos homens é o do pulmão mas nas mulheres é o da mama. Qual a importância da cirurgia no tratamento deste cancro? Apesar dos avanços da quimioterapia e da radioterapia, a cirurgia ainda continua a ser a única forma mais adequada para tratar o cancro do pulmão. Não se pode falar propriamente de cura e estamos a tentar intitular o cancro como doença crónica fazendo a ressalva de que pode não ter uma cura definitiva como noutras doenças. No cancro do pulmão, quando operado no estadio 1A que é o estadio menos agressivo, a sobrevida aos 10 anos chega a ser de 90%, o que é extraordinário. Considera que a mensagem tem de continuar a ser passada de forma a alertar para a importância de não esperar pelos sintomas e de se realizar o diagnóstico precoce? A mensagem tem de ser sucessivamente passada. Sou o responsável pela área do Pulmão da Fundação Champalimaud e estamos a pensar iniciar o programa para diagnóstico precoce do cancro do pulmão em breve, o que deverá ser anunciado dentro de algum tempo. Cláudia Pinto
Estudo revela que médicos prescrevem antibióticos em doses inadequadas
Artur Teles de Araújo, presidente da Fundação Portuguesa do Pulmão considera que "este estudo vem salientar dois aspectos relevantes: o risco acrescido de multiresistências aos antibióticos por deficiente prescrição e a frequência das infecções respiratórias". A multiresistência aos antibióticos é reconhecida pela OMS como uma das maiores ameaças à saúde pública nos nossos dias. "Portugal, segundo dados apresentados pelo European Center for Disease Prevention and Control, é um dos países europeus com taxas mais elevadas de resistência aos antibióticos, o que será indiciador de um défice na prevenção e controle das infecções e do uso inadequado de antibióticos em medicina humana e veterinária", acrescenta o pneumologista. Uma vez que não existe em Portugal um sistema de vigilância do consumo de antibióticos, é pois necessária, segundo a opinião de Artur Teles de Araújo, "uma estreita colaboração entre o INFARMED e a Direcção Geral de Veterinária para que possam ser implementadas medidas que, normalizando o consumo de antibióticos em Portugal, minimizem o risco de ocorrerem multiresistências." Campanhas sensibilizam a população As campanhas de sensibilização das populações sobre as vantagens e inconvenientes do uso de antibióticos são muito importantes. A própria Direcção Geral da Saúde (DGS) tem uma campanha relativamente recente sobre esta temática. "É fulcral que todos estejam conscientes de que os antibióticos devem ser usados cumprindo escrupulosamente as prescrições médicas, em dose e duração do tratamento, e de que nas infecções virais (entre as quais as constipações e as gripes) não há qual quer utilidade no seu uso, podendo esta utilização inapropriada contribuir para a ocorrência de resistências", defende Artur Teles de Araújo. O Inquérito sobre Prevalência da Infecção de 2010, realizado pela DGS, é bem demonstrativo do peso das infecções em Portugal. "De facto, na totalidade dos doentes internados nos hospitais nesse ano, 32,2% tinham ou adquiriram uma infecção e 23,1% adquiriram essa infecção antes do internamento", esclarece o presidente da FPP. Nestes doentes, "as infecções das vias aéreas inferiores, incluindo as pneumonias, foram as mais frequentes, representando um terço de todas as infecções", acrescenta o pneumologista. Segundo dados do Relatório de 2011 do Observatório Nacional das Doenças Respiratórias (www.ondr.org) estima-se que em Portugal haja anualmente cerca de 150.000 casos de pneumonia. "Em 2010, nos doentes internados nos hospitais portugueses, 56.504 tinham ou tiveram pneumonia (39.850 foram internados por essa doença e nos restantes surgiu como co-morbilidade). A pneumonia foi a principal causa de internamento por doença respiratória e uma das principais causas de mortalidade (5.324 óbitos em 2009)", acrescenta Artur Teles de Araújo. Cláudia Pinto Caso tenha dúvidas sobre este tema, consulte a norma da DGS sobre Antibioterapia na Pneumonia Adquirida na Comunidade, actualmente em fase de audição pública em www.dgs.pt
"Vacino-me todos os anos contra a gripe e continuo sempre constipado"
Ninguém lhe diz que vai passar o ano sem espirrar e sem andar com lenços de papel... Mas também ninguém lhe disse que a vacina da gripe o deixará completamente imunizado contra os sintomas típicos do tempo frio. É provável que o "atchim" faça parte do dia-a-dia e que se sinta cansado. "Embora compartilhem muitos sintomas a gripe não é o mesmo que uma constipação. São muitos, da ordem das centenas, os vírus capazes de provocar uma constipação: os rinovírus são os mais frequentemente implicados. Os sintomas das constipações tendem a ser mais suaves do que os da gripe e, por isso, com menos probabilidades de provocarem complicações graves", refere o Dr. Amaral Marques, pneumologista e membro da Fundação Portuguesa do Pulmão. Sabia, por exemplo, que é raro sentir febre numa constipação mas que é frequente este sintoma surgir numa gripe? Vamos então saber para que serve realmente a vacina da gripe. Preparado? Então continue a ler este artigo e mantenha-se na página da Fundação Portuguesa do Pulmão. "Os vírus da gripe, para se manterem e sobreviverem entre a população humana, têm de se modificar constantemente, caso contrário, ao serem reconhecidos pelo sistema imunitário humano seriam mais ou menos rapidamente, eliminados. É uma forma de inteligência, a que estes micro seres encontraram para conseguirem sobreviver", adianta Amaral-Marques. De forma constante, eles vão modificando as características "dos seus antigénios de superfícies, feitas de uma forma pouco marcada, mas suficientemente importante para que a estrutura antigénica não seja reconhecida pelo sistema imunitária dos humanos (é o "drift" ou deslizamento antigénico) - uma espécie de jogo do gato e do rato", adianta o pneumologista. Estas modificações que se processam à superfície são as que se dão constantemente e que obrigam a que, cada ano, haja necessidade de se criarem vacinas adaptadas a essas novas estirpes que são as responsáveis pelos surtos de gripe que surgem anualmente. Lembre-se que as vacinas previnem ou mitigam as infecções. "São produzidas com a finalidade de induzir uma resposta imune protectora no organismo contra os vírus representados na vacina. Quando é vacinado, o organismo reage através de uma resposta específica, constituída por células T e anticorpos específicos que lutam contra a infecção induzida por uma exposição a vírus que possa ocorrer mais tardiamente", sublinha Amaral-Marques. Num contacto posterior com o vírus, o sistema imunológico é capaz de montar uma resposta específica muito mais rapidamente do que um sistema imunitário não estimulado. Acabe com os mitos e caso faça parte dos grupos de risco, não adie a vacinação e repita-a anualmente. Pela sua saúde respiratória e para que o Inverno mais frio e rigoroso não o apanhe desprevenido. Cláudia Pinto Quer saber mais sobre a Gripe? Aceda ao consultório.
4 DE FEVEREIRO - DIA MUNDIAL CONTRA O CANCRO
A carga do cancro em Portugal também é grande, tendo sido responsável por cerca de 25.000 óbitos em 2010 (perto de 25% da mortalidade global). Acrescente-se que se têm feito grandes progressos na área terapêutica, do diagnóstico precoce e da profilaxia, melhorando as taxas de sobrevivência, mas mantendo-se uma tendência para um aumento da incidência, em grande medida por razões comportamentais e ambientais. A correcta abordagem da doença oncológica é cada vez mais complexa e exigente, impondo a necessidade dum forte empenhamento de todos nessa luta, o que nem sempre tem acontecido. Em relação ao cancro do pulmão, mau grado os progressos alcançados no seu tratamento não tem sido possível inverter a tendência para um aumento progressivo do número de óbitos. De facto foram 4046 em 2010 (dados do INE) , o que significa um aumento de 24,2% em relação a 2000 e um acréscimo de 5,6% em relação a 2009! As grandes apostas terão de ser a prevenção (que passa pelo combate ao tabagismo) e o diagnóstico precoce. Este último tem falhado no cancro do pulmão mas parece que se começam a vislumbrar algumas perspectivas mais animadoras. O cancro do pulmão é o tumor que mais óbitos provoca em Portugal e é urgente procurar inverter a tendência para o peso crescente que constitui para a nossa Sociedade. Seguindo o lema deste dia juntemo-nos todos no seu combate! Quer saber mais sobre o Cancro do Pulmão? Aceda ao consultório.
Proteja-se contra a onda de frio Este Inverno tem sido muito frio e a chuva não tem aparecido mas já a partir de amanhã, as temperaturas mínimas vão baixar consideravelmente. O Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) alerta para alguns problemas com o frio chamando à atenção para os grupos de risco, nomeadamente crianças e idosos. As notícias nos meios de comunicação social apontam para uma vaga de frio para os próximos dias. Apesar de todos nós precisarmos de uma protecção maior, os doentes crónicos precisam de um cuidado redobrado até porque as patologias cardíacas e respiratórias podem piorar à medida que as temperaturas descem. "Quando somos forçados a utilizar aquecedores e lareiras para nos mantermos quentes o risco de incêndio aumenta bem como o de intoxicação por monóxido de carbono. A exposição a baixas temperaturas, no interior e no exterior, podem causar riscos sérios ou letais para a saúde", alerta o INEM. O Centro de Previsão do Tempo do Instituto de Meteorologia (IM) prevê uma descida da temperatura mínima entre os 5ºC e os 8º C em todo o território, a partir de amanhã. "Desta forma, prevê-se na madrugada de sábado, a ocorrência dos valores mais baixos da temperatura mínima, a qual deverá atingir os -8ºC em Bragança, -1ºC no Porto, -7ºC nas Penhas Douradas, 2ºC em Lisboa, -2ºC em Beja e 3ºC em Faro", pode ler-se no site do Instituto de Meteorologia. O IM prevê que esta situação de tempo frio se mantenha para os dias seguintes, "ainda que a partir de dia 5, domingo, se espere um ligeiro aumento gradual da temperatura mínima, devendo no entanto continuarem a observar-se valores de temperatura muito baixos, não sendo previsível que se venham a bater os mínimos absolutos." No Inverno, as pessoas que têm essa possibilidade, concentram-se mais em casa, muitas vezes, em divisões mal arejadas, aquecendo-se com sistemas que secam o ar. "Criam-se assim ambientes em que o ar é mais agressivo para os pulmões e em que existem grandes concentrações de agentes infecciosos. Este risco aumenta se, por prévia exposição ao frio exterior, houver obstrução nasal, levando o indivíduo a respirar pela boca", defende o Dr. Artur Teles de Araújo, presidente da Fundação Portuguesa do Pulmão. As doenças respiratórias têm uma maior incidência nesta época do ano. Agasalhe-se, aumente o número de peças de vestuário, beba bebidas quentes e durma com roupa suficiente para que não fique a bater o dente nestes próximos dias. A Fundação Portuguesa do Pulmão reuniu alguns conselhos que deverá seguir sempre que o tempo frio se instale mas sobretudo nos próximos dias. No Inverno defenda-se das infecções respiratórias e siga os conselhos do Dr. Artur Teles de Araújo, presidente da Fundação Portuguesa do Pulmão
Cláudia Pinto
Nova vacina da gripe por microinjecção já disponível em Portugal A nova vacina contra a gripe, com um sistema inovador de microinjecção para administração na derme, estará disponível em Portugal desde o arranque da época gripal 2011/2012 e é comercializada pela Sanofi Pasteur MSD. Devido à microagulha de 1,5mm de comprimento - pelo menos 10 vezes mais pequena do que uma agulha convencional para injecção intramuscular - este sistema de microinjecção garante a administração fácil e potencialmente indolor da dose exacta de antigénio na derme. Num inquérito sobre a atitude face à vacinação, efectuado a médicos e doentes, em Portugal, cerca de 60% dos médicos considera que esta nova vacina poderá ajudar a aumentar a taxa de cobertura vacinal, já que a meta estabelecida pela Organização Mundial de Saúde e pelo Conselho Europeu, para os indivíduos com mais de 65 anos, é de 75%, e ainda não foi alcançada. De acordo com os últimos dados publicados pelo Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (época gripal 2010/2011), a cobertura em Portugal para este grupo foi de 48,3%, o que representa uma redução de 4% relativamente à época anterior. Neste mesmo inquérito, cerca de 70% dos idosos portugueses mostra uma preferência pelo novo sistema de microinjecção com uma microagulha, comparativamente ao sistema de agulha convencional. Para o Dr. Amaral Marques, pneumologista, "faltam ainda estudos comparativos, no tempo, entre formas de administração (intradérmica ou intramuscular) que levem à conclusão que esta forma de administração (a intradérmica) é significativamente mais imunogénica do que a forma clássica de administração intramuscular. Quanto ao ser indolor, em teoria assim é, mas existem vacinas contra a gripe que dispõem de agulhas indolores, com as quais o inoculado não sente a picada." O especialista defende ainda que "existem no mercado vacinas com adjuvantes (de administração intramuscular) que permitem, também, aumentar o poder imunogénico da vacina e são anunciadas com a recomendação para serem administradas às pessoas com mais de 65 anos. Na minha opinião, temos de esperar e ver o que acontece nos anos subsequentes e o que a prática clínica nos mostrará", acrescenta. Precisa de esclarecimento de dúvidas ou mais informações sobre este tema? Aceda ao consultório da gripe. | |||
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