Conclusões do I Congresso


PRÉMIO DA FUNDAÇÃO PORTUGUESA DO PULMÃO 2010

Estão abertas as candidaturas a este Prémio, destinado a galardoar a iniciativa, acontecimento, evento, actividade social, estudo ou trabalho científico que, em 2009, mais tenha contribuído para a saúde respiratória dos portugueses.

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18/11/2009 - Doenças Respiratórias: Números alarmantes preocupam especialistas

No dia 18 de Novembro comemora-se o dia Mundial da Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica (DPOC), que segundo a OMS, atinge 210 milhões de pessoas em todo o Mundo, causando anualmente a morte a 3 milhões de pessoas.

Segundo a Fundação Portuguesa do Pulmão (FPP), é uma doença grave responsável anualmente pela perda de 1,5 milhões de anos de vida. A DPOC é das poucas doenças crónicas com tendência a aumentar nas próximas décadas, tanto em número de casos, como em mortalidade sendo a terceira causa de morte num futuro próximo.

A situação em Portugal é semelhante ao resto da Europa. Em 2008 o número de internamentos hospitalares por DPOC excedeu os 9000 e, nos próximos anos o número de pacientes afectados por esta doença irá rondar os 500.000 doentes sintomáticos. Os últimos dados do INE apontam para 2872 óbitos em 2006, o que significa um aumento de 5.7% em relação a 2002 (dados do 5º Relatório do Organização Nacional da Doenças Respiratórias). Esta doença causa em Portugal, anualmente uma perda de mais de 74.000 anos de vida e os custos no ambulatório destes doentes está estimado em mais de 240 milhões de euros anuais.

Neste dia dedicado á DPOC, a Fundação Portuguesa do Pulmão pretende alertar a população para este problema grave em Portugal, sugerindo algumas áreas para onde esta luta deve caminhar.

Mas antes de tudo, já que entre 85 a 90% dos casos são originados pelo fumo de tabaco, é fundamental desenvolver estratégias que levem os jovens a não se iniciarem no vício de fumar, o que deverá ser uma tarefa da família, das escolas e da sociedade em geral.

A DPOC é uma doença crónica que leva a uma progressiva deterioração da função pulmonar e que se inicia por sintomas confundíveis com outras doenças. As intervenções terapêuticas precoces melhoram a qualidade de vida dos pacientes e o prognóstico. Por isso, é essencial não só os médicos mas também os pacientes estarem alerta para os sintomas e sinais desta doença, através de um simples exame da função respiratória chamada espirometria.

Os alicerces para a criação de uma Rede Nacional de Espirometria, nos Centros de Saúde, já foram lançados. Contudo a sua implementação tem sido muito lenta.

É essencial que esta Rede Nacional de Espirometria esteja operacional urgentemente para que o diagnóstico precoce da DPOC seja de fácil acesso a todos.

Esta Rede deverá assentar na existência de técnicos de cardiopneumografia, colocados ou que se desloquem, aos Centros de Saúde e numa sensibilização dos Médicos de Família para a necessidade de considerarem o pedido deste exame como fundamental para muitos dos seus doentes. Para além disso, estes técnicos deverão ser coordenados pelos Serviços de Pneumologia dos Hospitais da área e os próprios médicos de família serem articulados com os Serviços Hospitalares, constituindo-se elos duma verdadeira Rede de Cuidados Respiratórios

17/11/2009 - Tabagismo: Um problema de saúde pública

No dia Nacional do Não Fumador, a Fundação Portuguesa do Pulmão recomenda a implementação de um Decreto-Lei que torne a comparticipação dos fármacos comercializados para deixar de fumar, numa realidade. Uma medida desta natureza, permitirá, a longo prazo, reduzir os custos com a saúde, melhorar a qualidade de vida de muitos portugueses e reduzir os níveis de morbilidade e de mortalidade devidas ao tabagismo.

Segundo o Dr. Jaime Pina, pneumologista e Vice-presidente da Fundação Portuguesa do Pulmão, “é necessário ir mais longe relativamente ao grupo dos fumadores activos que pretendem deixar de fumar. Este grupo de doentes, querendo deixar de fumar, vê-se muitas vezes confrontado com os elevados custos das terapêuticas prescritas (substitutos da nicotina, bupropiona e vareniclina), situação agravada pelo facto destes fármacos não serem comparticipados.”

A dependência do tabaco é um processo complexo que apresenta características típicas das doenças crónicas. Para muitos fumadores apresenta uma intensidade comparada à dependência causada pelos opiáceos, anfetaminas e cocaína.

O tabagismo é, actualmente, responsável por 11,7% das mortes verificadas no nosso país, entre as quais, cancro, doenças cardiovasculares, complicações na gravidez e doenças de cariz respiratório e pulmonar.

A celebração do Dia Nacional do Não Fumador, insere um conjunto de iniciativas integradas numa vasta campanha mundial que visa desincentivar as pessoas a fumar. No século XX terão morrido cem milhões de pessoas em consequência do hábito de fumar, número que se perspectiva que aumente para um bilião durante o presente século, o que torna o tabagismo no principal problema de Saúde Pública da actualidade.

11/11/2009 - CONCLUSÕES DO RELATÓRIO DO OBSERVATÓRIO NACIONAL DAS DOENÇAS RESPIRATÓRIAS

No passado dia 26 de Outubro foram divulgadas as conclusões do Relatório do Observatório Nacional das Doenças Respiratórias de 2009, em Sessão Pública em que estiveram presentes numerosas personalidades e representantes da comunicação social.

Nessa sessão foi divulgado que o Observatório, mantendo a sua independência técnica, passava a integrar a Fundação Portuguesa do Pulmão, preenchendo uma das missões a que a Fundação se propõe.

Os dados recolhidos no Relatório confirmam que as Doenças Respiratórias continuam a ser um importante problema, mantendo-se a tendência crescente, quer em termos de incidência,quer de internamentos hospitalares, quer de mortalidade, apesar de haver indicadores de melhoria nos cuidados prestados aos doentes.

No Relatório reforça-se a ideia de que as principais causas desta situação são o tabagismo e a poluição ambiente, quer no interior, quer no exterior dos edifícios.

Este ano o tema central é "Saúde Respiratória Uma Responsabilidade Global", bastante apropriado a um grupo de doenças causadas em grande parte por atitudes e comportamentos errados. Assim tem de ser a Sociedade no seu conjunto a procurar resolver a situação e inverter as tendências indesejáveis, cabendo também aos doentes respiratórios crónicos um importante papel na gestão da sua doença.

Leia as conclusões do Relatório do ONDR de 2009, já disponíveis no site do Observatório ( Veja aqui )

27/10/2009 - PRESIDENTE DA FUNDAÇÃO FALA NA EDIÇÃO DA MANHÃ DA SIC NOTÍCIAS

26/10/2009 - APRESENTAÇÃO PÚBLICA DA FUNDAÇÃO PORTUGUESA DO PULMÃO

No dia 26 de Outubro de 2009 realizou-se apresentação pública da Fundação Portuguesa do Pulmão, no Hotel Olissipo Oriente, estando presentes o Senhor Bastonário da Ordem dos Médicos, Dr. Pedro Nunes, o Presidente do Conselho de Administração da Fundação, Dr. Teles de Araújo, do Conselho Geral, Professor Agostinho Marques, o Presidente do Conselho Científico, Professor Fontes Baganha. outros membros dos órgãos sociais da Fundação, representantes de diversas empresas e dos órgãos de comunicação social e outras personalidades.

O Professor Agostinho Marques proferiu uma Conferência sobre o passado e futuro da abordagem das doenças respiratórias em Portugal e o Vice-Presidente Dr. Jaime Pina fez a apresentação da Fundação: razões de ser, objectivos e Programa de Acção.

O Dr. Teles de Araújo apresentou o 5º Relatório do Observatório Nacional das Doenças Respiratórias, organismo que passa a integrar a Fundação, exercendo as suas funções de “observatório”.

Segui-se um Painel sob o tema Presente e Futuro das Doenças Respiratórias em Portugal, moderado pelo Professor Fontes Baganha e pelo Dr. Jorge Pires, e no qual intervieram a Drª Eduarda Pestana (Tabaco a Epidemia Global), Natália Taveira (DPOC, de Doença Pouco Frequente a Grave Problema de Saúde Pública) e Agostinho Costa (Cancro do Pulmão Haverá Esperança?)

No Painel O Cidadão e o Doente Perante as Doenças Respiratórias, moderado pelo Dr Jaime Pina e Professora Ana Escoval, esta proferiu uma Conferência sob o título O Doente Respiratório Crónico na Gestão da Doença, A Drª Isabel Fonseca Santos abordou o tema O papel do Medicamento na Promoção da Saúde Respiratória, a Drª Isabel da Associação Respira tratou o tema O Doente com DPOC Face À Doença, o Dr. Miguel Paiva (APA) o tema O Asmático Face à Doença.

Finalmente a Drª Cláudia Carvalho (Gasin) abordou o tema Acompanhamento do Insuficiente Respiratório Crónico, Papel do Fornecedor e a Drª Maria da Conceição Gomes o Papel das Organizações da Sociedade Civil.

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