11º Relatório ONDR

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2016

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Cigarros Electrónicos: Mitos e Realidades
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Os cigarros electrónicos são dispositivos que libertam um aerossol de nicotina, formado a partir do aquecimento duma solução contendo água, propileno de glicol ou glicerina, nicotina e agentes aromatizantes.





Tem sido publicitados como alternativa mais saudável para os fumadores e como instrumentos úteis para os que querem deixar de fumar.

Debaixo deste manto de potênciais vantagens tem-se assistido a uma rápida expansão do seu uso. Todavia existe um vasto conjunto de dúvidas não respondidas sobre a segurança do seu uso, a sua eficácia como instrumento na desabituação tabágica e o seu impacto na saúde pública.

É um mito considerar que o utilizador de cigarros electrónicos apenas está a inalar nicotina e que o seu uso não induz fumo passivo nos não fumadores. Note-se que a nicotina é reconhecidamente um tóxico, com efeitos significativos na saúde dos que a ela estão expostos e que no tabaco é a droga que induz dependência!

No aerossol dos cigarros electrónicos encontram-se quantidades variáveis de formaldeído, acetilaldeido, acroleina, tolueno, xileno, cadmio, níquel e chumbo, que são substâncias reconhecidamente tóxicas. A nicotina é transportada em partículas ultra-finas.

Alguns autores (Bahl et all.) testaram 4 tipos de aerossol de cigarros electrónicos em culturas de fibroblastos humanos, células estaminais humanas e células neuronais de ratinho e encontraram toxicidade para essa células, em grande parte dependente dos aromas utilizados.

Em reação ao fumo passivo é certo que o cigarro electrónico não liberta aerossol se não estiver a ser utilizado, mas os não fumadores estão expostos ao aerossol exalado pelos fumadores de cigarros electrónicos.

Schoeber mediu a poluição causada por 3 pessoas usando cigarros electrónicos durante duas horas num ambiente dum café e encontrou elevadas concentrações de nicotina, propanediol, glicerina, alumínio e hidrocarbonetos policíclicos comprovadamente cancerígenos.

Parece assim haver base científica para defender que a utilização dos cigarros electrónicos deva ser interdita nos mesmos locais em que o são os cigarros normais e que a sua comercialização deva obedecer às mesmas normas restritivas que os cigarros normais.

Um estudo em utilizadores de cigarros electrónicos não mostrou alterações na espirometria 5 minutos após o seu uso, mas mostrou aumento significativo das resistências das vias aéreas. Parece haver evidência que a inalação do aerossol do cigarro electrónico provoca constrição das vias aéreas mais periféricas, provavelmente em consequência do efeito irritante do propileno de glicol, o que poderá ser uma preocupação suplementar nas pessoas com asma ou DPOC.

Todavia na fase atual dos conhecimentos parece que o uso de cigarro electrónico terá efeitos na função pulmonar menores do que os do fumo convencional ou mesmo os do fumo passivo.

É necessário realçar que não são conhecidos (nem há tempo para tal) os efeitos a longo prazo da utilização de cigarros electrónicos.

Uma meta-análise de 4 importantes estudos indica que o uso de cigarros electrónicos não levou a um aumento na percentagem de fumadores que querendo abandonar o vício o conseguiram, face a outros métodos..

Outros ensaios clínicos demonstram que o cigarro electrónico não teve melhores efeitos na cessação tabágica do que o recurso a pensos, pastilhas ou gomas contendo nicotina.

Uma vez que não há proibição do uso de cigarros electrónicos em locais públicos há um número crescente de jovens que se iniciam no tabaco por este meio. De salientar que se irá por essa via criar uma dependência da nicotina (alcaloide causador de dependência). Acrescente –se que muitos grandes fumadores continuam a sê-lo reservando o cigarro electrónico para os locais em que o fumo de tabaco é proibido.

Em Fevereiro de 2014 o Parlamento Europeu aprovou uma Revisão da Diretiva sobre Produtos de Tabaco regulando que cigarros electrónicos com concentrações até 20 microgramas de nicotina por mililitro seja comercializados obedecendo a regras idênticas às dos outros produtos de tabaco. Concentrações de nicotina mais elevadas deverão ser consideradas apenas para uso terapêutico na desabituação tabágica e tratadas como tal. As embalagens deverão conter informações adequadas sobre ingredientes, efeitos adversos e avisos de saúde. Todo o marketing e anúncios deverão espelhar as regras usadas para os produtos de tabaco. Esta Diretiva só alcançará a totalidade dos seus efeitos dentro de alguns anos.

Será pois necessário ir avaliando esta realidade e estudar a curto, médio e longo prazo quais os efeitos da utilização de cigarros electrónicos na saúde pública.

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